O Esperanto deu certo, sim – Esperanto estis sukcesa, jes

Em reportagem recém veiculada pela TV Globo o reporter disse que a língua internacional Esperanto não deu certo. Não? Será que o reporter está mesmo atualizado com esse tema ? Em todo o Brasil e todos os anos ocorrem seminários e congressos estaduais e nacional de Esperanto; a comunidade eclesiástica desenvolve atividades divulgadoras da língua periodicamente. Todos os anos, em praticamente dodos os países do mundo, há seminários, encontros, cursos e congressos nacionais exaltando as vantagens políticas e sociais e até econômicas do Esperanto. Anualmente, impreterivelmente, ocorre o Congresso Internacional de Esperanto, alternando-se os países sediadores. Existem milhares de obras traduzidas e originalmente escritas em Esperanto. Existem centenas de livros didáticos e muitos dicionários da língua. E o reporter vem dizer para todo o país, que o Esperanto não deu certo?
Senhor reporter, o Esperanto não é ainda a língua mais falada do mundo por causa da maciça divulgação das línguas nacionais dos países ricos, que as impõem ao resto do mundo por força do poderio econômico. Fossem os esperantistas abastados, com disposição para investir em propaganda, provando ao mundo que é infinitamente mais barato e mais prático aprender e falar Esperanto do que o inglês, francês, japonês, mandarin etc., o quadro seria bem diferente. Ainda assim, milhares de pessoas no mundo todo, de crianças a idosos, estudam e praticam Esperanto. Possivelmente o senhor fala inglês. Fala mesmo? E capaz de falar de igual para igual com alguém que nasceu e cresceu sob o jugo da língua inglesa, conhecendo por prática e erudição todas as nuances da língua? aposto que não. E o senhor nem calcula a soma que gastou para aprender um pouco o inglês. Se todos falassem sua língua pátria, que é a sua bandeira, e mais – apenas – Esperanto como língua auxiliar, e o mundo todo adotasse esta iniciativa, não haveria discordâncias linguísticas nem necessidade de dispender tanto dinheiro no emprego de tradutores. Atualmente, numa roda de cinco pessoas, todas de países de línguas diferentes, quantos intérpretes seriam necessários? Compare isso com o caso de entre 100 (cem) pessoas de países diferentes, cada uma falando sua língua nacional e também uma língua auxiliar, será que ainda haveria desencontros interpretativos?
Pense um pouco mais, senhor reporter, e responda à pergunta oriunda da sua afirmação: O Esperanto não deu certo?

Em Esperanto: Pripensu iomete plu, sinjoro reportero, kaj respondu la demandon devenintan de via acerto: Ĉu Esperanto ne funkciis?

Arnaldo Ribeiro da Silva
Duque de Caxias – RJ

Esperantista brasileiro

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